Icatu – Lençois Maranhenses (Trecho 12 da Trilha Amazônia Atlântica)

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Icatu – Lençois Maranhenses (Trecho 12 da Trilha Amazônia Atlântica)
Icatu – Lençois Maranhenses (Trecho 12 da Trilha Amazônia Atlântica)
Descrição

Icatu marca a nossa história com a famosa Batalha de Guaxenduba - travada na bela praia de Santa Maria - onde os portugueses chefiados por Jerônimo de Albuquerque, vindos de Pernambuco, lutaram contra os franceses para os expulsar de Upaon Açu e ocupar definitivamente o território. A colonização portuguesa do Maranhão e de toda a Amazónia começa em Icatu, que significa – em tupi – “águas boas”. Águas boas é o que não falta nesta região, que inclui também os municípios de Axixá, Morros e Primeira Cruz. Os rios Munim e Itapecuru nascem no meio do Cerrado do sertão maranhense, mas, ao aproximarem-se da costa, tornam-se plenamente amazónicos. No extremo limite leste do bioma, as paisagens de flora e fauna amazónicas encontram o Cerrado. Num dos seus principais afluentes – o rio Una – de águas transparentes, um passeio náutico revela a um olhar atento a mudança abrupta da mata ciliar à medida que se aproxima da sua foz no rio Munim - do Cerrado à exuberância amazónica. É precisamente neste encontro de duas grandes regiões biogeográficas diferentes que a Trilha Amazônia Atlântica termina (ou começa). A Reserva Extrativista Marinha Baía do Tubarão – a maior do país – abrange territórios de Icatu e Humberto de Campos e situa-se precisamente entre São Luís e os Lençóis Maranhenses. Numa simbologia geográfica e até poética, a maior Trilha sinalizada da América Latina, que contorna o Litoral Amazónico do Brasil, encontra-se com o Litoral Setentrional do Nordeste, que vai do litoral leste do Maranhão até ao Rio Grande do Norte. É neste ponto de transição que os grandes e contínuos mangais e ilhas de um litoral muito recortado vão cedendo espaço ao maior campo de dunas costeiras do Brasil, que se enche de milhares de lagoas de águas transparentes no período chuvoso – o Parque Nacional Lençóis Maranhenses, em Santo Amaro.

Orientações
Extensão: 159.62 Km
Estado de acesso: Aberto
Dificuldade Moderado
Orientação Moderado
Nível de Sinalização Parcial
Conservação Mau
Exposição ao Risco Médio
Exposição ao Sol Alta
Ponto de Água Disponível
Escalada Fácil Não Há
Altitude Mínima: 1m
Altitude Máxima: 47.11m
Desnível Negativo: 363m
Desnível Positivo: 357m
Dicas

O período chuvoso vai de janeiro a setembro, enquanto o período mais seco decorre de julho a dezembro, mas é possível percorrer o trilho em qualquer época do ano. É possível optar por fazer o trilho de forma autónoma ou contratar empresas locais que oferecem apoio e serviços de guia. Ao longo do percurso, encontrará diversos locais para um refrescante banho de igarapé, além de comunidades rurais e tradicionais que podem oferecer apoio na sua jornada. Prepare-se para a elevada exposição ao sol, pois o trilho inclui muitas estradas de terra e alguns trilhos mais fechados (single tracks). Para quem deseja uma imersão na cultura local, prepare-se para dormir em rede, uma experiência altamente recomendada e muito utilizada pela comunidade. É uma opção leve e prática, por isso não se esqueça de levar um par de cordas de aproximadamente 1,2m para a pendurar. Aproveite também para conhecer as comunidades locais, as suas histórias e a culinária ímpar que elas oferecem, tornando a experiência ainda mais enriquecedora e memorável.

Mapa
Orientações
Extensão: 159.62 Km
Dificuldade: Moderado
Orientação: Moderado
Nível de Sinalização: Parcial
Altitude Mínima: 1m
Altitude Máxima: 47.11m
Desnível Negativo: 363m
Desnível Positivo: 357m
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