Parque Estadual da Serra do Brigadeiro

Descrição
O Parque é uma das mais importantes reservas naturais de Minas Gerais e ocupa o extremo norte da Serra da Mantiqueira, entre os vales do Carangola, do Glória e do Rio Doce. A Serra do Brigadeiro tem inúmeras nascentes, que contribuem de forma significativa para a formação de duas importantes bacias hidrográficas do Estado: a do Rio Doce e a do Paraíba do Sul. Caracterizado pela Floresta Atlântica de Encosta e pelos Campos de Altitude, o Parque tem uma importância vital na preservação destes dois biomas. A Serra é considerada um paraíso botânico, por abrigar espécies raras e ainda não catalogadas pela ciência. No Parque há uma neblina que se mantém quase todo o ano a encobrir as serras e os picos. O Parque dispõe das seguintes infraestruturas e equipamentos: Duas portarias; Centro de visitantes com exposição permanente sobre a biodiversidade e a cultura local, e auditório com capacidade para 60 pessoas; Sede administrativa; Centro de investigação com alojamento para 9 investigadores e espaço para laboratório; Casa de hóspedes; Trilhos parcialmente sinalizados. O parque tem diversos atrativos e trilhos: Ermida Antônio Martins (20 min): Situada a 700 m da sede do Parque, a capela foi construída em 1908 e encontra-se a 1.324 m de altitude. O percurso até lá pode ser feito a pé ou de veículo. Grau de dificuldade: baixo. Fazenda do Brigadeiro (1h30): Construído há 70 anos, em estilo neocolonial, o Casarão da Fazenda Brigadeiro tem aproximadamente 240 m de área construída e foi classificado como património pelo município de Araponga. O percurso até à casa, de cerca de 30 km a partir da sede do Parque, pode ser feito de carro. Pico do Boné (3h30): Tem 1.870 m de altitude e fica a 28 km da sede. Lá de cima, avista-se o distrito de Bom Jesus do Madeira, a serra do Grama, a Pedra do Pato, o Pico do Soares, a Pedra Branca e o município de Araponga. O nome deste atrativo vem do formato da rocha, semelhante a um boné, consoante a posição de onde se olha. O percurso da sede até ao trilho que leva ao atrativo pode ser feito de carro, mas os 2,8 km restantes só a pé. O trilho é bastante íngreme e um guia do parque acompanha os visitantes. Grau de dificuldade: médio. Pico do Cruzeiro (3h30): O pico tem 1.684 m de altitude e fica a 30 km da sede. Lá de cima, é possível avistar formas mamelonares, chamadas “mares de morros”, que compõem o relevo da região. A norte, avista-se o Fervedouro; a oeste, a Pedra da Ararica; a leste, a vista alcança o Pico do Soares e, a sul, o município de Araponga. Até ao início do trilho, o percurso pode ser feito de carro. Os três quilómetros restantes têm de ser feitos a pé. O percurso é íngreme e escorregadio e exige bastante atenção. Grau de dificuldade: alto. Pico do Grama (1h20): Tem 1.561 m de altitude e fica a 500 m da sede. Lá de cima, a vista abrange a sede administrativa do parque, alguns municípios vizinhos e os Picos do Boné e do Soares, além do Parque Nacional do Caparaó. É possível chegar ao cume por um trilho de 800 m. Grau de dificuldade: médio. Trilho autoguiado. Pico do Itajuru (4h): Tem 1.585 m de altitude e fica a 35 km da sede. O pico é um afloramento de rochas graníticas e, lá de cima, avistam-se herdades e a cadeia de serras. Em dias de bom tempo, é possível ver os municípios de Ervália e Muriaé. Até ao início do trilho, o percurso pode ser feito de carro. Os 5 km restantes têm de ser feitos a pé. Grau de dificuldade: alto. Trilha do Carvão (4h): Tem 6,7 km de extensão e fica a 8,3 km da sede. Ao longo do percurso, é possível observar a vegetação de Mata Atlântica, sobretudo o samambaiaçu (feto-arbóreo). Também é possível ouvir o canto de aves como a Araponga e o Trinca-ferro. Do trilho, avista-se a serra das Cabeças. O percurso da sede até ao trilho pode ser feito de carro, mas o trilho só se faz a pé. Grau de dificuldade: baixo. Trilha do Encontro (30 min): Tem 400 m de extensão e fica a 100 m da sede. Caminhada na Mata Atlântica que propõe uma experiência de vivência corporal e de privação dos sentidos, em que se exploram diversos tipos de interações, sensações, aromas e experiências. Grau de dificuldade: baixo. Trilha da Lajinha (50 min): Tem 500 m de extensão e fica a 100 m da sede. Durante a caminhada, pode observar-se a biodiversidade da Mata Atlântica. No final do percurso, há um jardim de bromélias numa laje de pedra. Na época das chuvas, alguns troços ficam muito escorregadios, pelo que exigem mais atenção durante a caminhada. Grau de dificuldade: baixo. Trilha do Muriqui (50 min): Tem 1,1 km de extensão e fica a 100 m da sede. O trilho pode ser percorrido com fins educativos, pois tem como tema a biodiversidade da Mata Atlântica, com destaque para as plantas medicinais e outras espécies da flora e da fauna. Neste passeio, o visitante poderá ver o muriqui. Grau de dificuldade: baixo. Trilho autoguiado. Aberto a visitas de terça-feira a domingo, das 8h às 17h.
Informações Adicionais
- Área Total - 149.84km²